segunda-feira, 16 de julho de 2012

ATAQUE DE PÁNICO (Sindrome Medicamentoso?)

 

Carta aberta aos Efeitos Colaterais do Medicamento Venlafaxina

(Usado em tratamento de Síndrome do Panico)

Quetiapina - mecanismo de açao
Os efeitos adversos mais comumente observados em estudos placebo-controlados associados ao uso de EFEXOR comprimidos ou EFEXOR XR (Venlafaxina) e cuja incidência não foi detectada de forma equivalente entre os respectivos pacientes tratados com placebo, foram queixas relativas ao sistema nervoso, incluindo tonturas, boca seca, insônia, nervosismo, tremores e sonolência; queixas gastrintestinais, incluindo anorexia, constipação, náusea, vômitos; e ejaculação/orgasmo anormal, sudorese, visão turva, bocejo e astenia. 

A ocorrência de muitos dos efeitos adversos observados, relacionase com a dose. 

Os efeitos adversos, de maneira geral, diminuem em intensidade e freqüência com a continuação do tratamento. 

Uma redução de duas a três vezes (escala de análogos visuais) na gravidade da náusea foi verificada no caso do EFEXOR XR (Venlafaxina) em comparação com EFEXOR comprimidos em estudos de farmacologia clínica com pacientes não depressivos. 

Em estudos clínicos, a incidência de náusea e a adaptação à mesma, pareceu ser melhor com EFEXOR XR (Venlafaxina) em comparação com EFEXOR comprimidos. 

Os seguintes efeitos adversos foram relatados em aproximadamente 5000 pacientes expostos à Venlafaxina durante os estudos pré-comercialização. 

Todos os efeitos relatados foram incluídos com exceção daqueles para os quais a causa devida à droga foi remota. 

Além disso, quando o termo COSTART para um efeito foi tão geral quanto não informativo, ele foi substituído por um termo mais informativo. 

Embora esses efeitos relatados tenham ocorrido durante o tratamento com Venlafaxina, eles não foram necessariamente causados pelo tratamento. 

Os efeitos são adicionalmente classificados dentro de categorias do sistema corpóreo e enumerados em ordem decrescente de freqüência usando as seguintes definições: 

Efeitos adversos freqüentes são definidos como aqueles que ocorrem em uma ou mais ocasiões em pelo menos 1/100 pacientes; 

Efeitos adversos infreqüentes são aqueles que ocorrem em menos de 1/100 a 1/1000 pacientes; 

Efeitos raros são aqueles que ocorrem em menos de 1/1000 pacientes. 

Os efeitos que ocorreram em uma taxa de 3% ou mais estão marcados. 

Os efeitos não observados com EFEXOR XR (Venlafaxina) são mostrados em itálico. 

Os efeitos relatados somente nos estudos de ansiedade de EFEXOR XR (Venlafaxina) são marcados . 

Corpo como um todo. 

Freqüentes: dor abdominal , lesão acidental , astenia , lombalgia , dor torácica, calafrios, febre, síndrome gripal , enxaqueca , infecção , dor no pescoço, dor ; Infrequentes: edema facial, lesão intencional, mal estar, monilíase, rigidez do pescoço, superdosagem, dor pélvica, reações de fotossensibilidade, tentativa de suicídio, síndrome de abstinência. 

Raros: apendicite, odor corporal, carcinoma, celulite, halitose. 

Sistema cardiovascular. 

Frequentes: hipertensão , enxaqueca, palpitação, hipotensão postural, taquicardia, vasodilatação ; 

Infrequentes: angina pectoris, arritmia, extra-sístoles, hipotensão, distúrbio vascular periférico (principalmente pés frios e/ou mãos frias), síncope, tromboflebite; 

Raros: arterite, bigeminismo, bradicardia, bloqueio de ramo, distúrbio cardiovascular (incluindo distúrbio circulatório e na válvula mitral), isquemia cerebral, doença coronariana arterial, bloqueio atrioventricular de primeiro grau, insuficiência cardíaca, hemorragia mucocutânea, infarto do miocárdio, palidez, varizes, insuficiência venosa. 

Sistema digestivo. 

Frequentes: anorexia , constipação , diarréia , dispepsia , eructação, flatulência, aumento do apetite, náuseas , vômitos . 

Infrequentes: bruxismo, colite, disfagia, esofagite, gastrite, gastroenterite, úlcera gastrintestinal, gengivite, glossite, hemorróida, melena, ulceração oral, monilíase oral, hemorragia retal, estomatite, edema da língua; 

Raros: quelite, colecistite, colelitíase, espasmos esofágicos , hemorragia gastrintestinal, hemorragia gengival, hematêmese, hepatite, ileíte, obstrução intestinal, aumento da salivação, icterícia, parotite , proctite, fezes amolecidas, descoloração da língua. 

Sistema endócrino. 

Raros: gota, hipertireoidismo, hipotireoidismo, nódulo da tireóide, tireoidite. Sistema hematológico e linfático. 

Frequentes: equimoses. 

Infrequentes: anemia, leucocitose, leucopenia, linfadenopatia, trombocitemia, trombocitopenia; 

Raros: basofilia, cianose, eosinofilia, linfocitose. 

Sistema metabólico e nutricional. 

Frequentes: edema, ganho de peso, perda de peso. 

Infrequentes: aumento da fosfatase alcalina, hipercolesterolemia, hiperglicemia, hiperlipemia, hipocalemia, aumento de SGOT, aumento de SGPT, sede; 

Raros: intolerância ao álcool, bilirrubinemia, aumento de uréia (BUN), aumento da creatinina, desidratação, diabetes mellitus, glicosúria, gota, hemocromatose, hipercalcinúria, hipercalemia, hiperfosfatemia, hiperuricemia, hipoglicemia,hiponatremia, hipofosfatemia, hipoproteinemia, uremia. 

Sistema músculo-esquelético. 

Frequentes: artralgia, mialgia. 

Infrequentes: artrite, artrose, dor óssea, espícula óssea, bursite, caimbra nas pernas, miastenia, tenossinovite. 

Raros: miopatia, osteoporose, osteosclerose, fratura patológica, artrite reumatóide, ruptura do tendão. 

Sistema Nervoso. 

Frequentes: alteração dos sonhos , agitação, amnésia, ansiedade , confusão, despersonalização, depressão , tontura , boca seca , labilidade emocional, hipertonia , hipestesia, insônia , diminuição da libido , nervosismo , parestesia , sonolência , tremor , trismo, vertigem. 

Infrequentes: distúrbios da fala, apatia, ataxia, parestesia circumoral, estimulação do SNC, euforia, alucinações, hostilidade, hiperestesia, hipercinesia, hipotonia, incoordenação, reação maníaca, mioclonia, neuralgia, neuropatia, reação paranóide, psicose, estupor, tiques. 

Raros: distúrbio de locomoção, acatisia, acinesia, abuso de álcool, afasia, bradicinesia, síndrome bucoglossal, acidente vascular cerebral, delírios, demência, distonia, paralisia facial, Síndrome de Guillain-Barré, hipercloridria , hipocinesia, dificuldade de controlar os impulsos , aumento da libido, perda da consciência, neurite, nistagmo, depressão psicótica, diminuição dos reflexos, aumento dos reflexos, idéia de suicídio, torcicolo. 

Sistema respiratório. 

Frequentes: bronquite, aumento de tosse, dispnéia, faringite , rinite , sinusite , bocejos. 

Infrequentes: asma, congestão torácica, epistaxe, hiperventilação, laringismo, laringite, pneumonia, alterações da voz. 

Raros: atelectasia, hemoptise, soluços, hipoventilação, hipóxia, pleurite, embolia pulmonar, apnéia do sono, aumento de expectoração. 

Pele e anexos. 

Frequentes: prurido, erupção , sudorese . 

Infrequentes: acne, alopecia, unhas quebradiças, dermatite de contato, pele seca, eczema, erupção maculopapular, psoríase, hipertrofia de pele, urticária. 

Raros: eritema nodoso, dermatite esfoliativa, dermatite liquenóide, descoloração capilar, furunculose, hirsutismo, leucoderma, erupção petequial , erupção pustular, seborréia, atrofia da pele, descoloração da pele, estrias da pele , erupção vesículo-bolhosa. 

Órgãos dos sentidos. 

Frequentes: alteração da visão, anormalidade na acomodação visual , midríase, desvios do paladar, tinido. 

Infrequentes: catarata, conjuntivite, lesão da córnea, diplopia, olhos secos, dor ocular, hiperacusia, otite média, parosmia, fotofobia, perda do paladar, defeitos do campo visual. 

Raros: blefarite, cromatopsia, edema conjuntivo, diminuição dos reflexos da pupila, exoftalmia, surdez, glaucoma, ceratite, labirintite, miose, papiledema, otite externa, hemorragia da retina, esclerite, hemorragia subconjuntiva, uveíte, distúrbio do vítreo. 

Sistema urogenital. 

Frequentes: anormalidades da ejaculação , anorgasmia masculina , anorgasmia feminina , dismenorréia , disúria, impotência , metrorragia , alterações prostáticas (inclui prostatite e aumento da próstata) , frequência urinária, dificuldade para urinar, vaginite ; 

Infrequentes: anormalidades no orgasmo feminino , albuminúria, amenorréia, dor vesical, dor torácica, cistite, hematúria, leucorréia , menorragia , noctúria, poliúria, piúria, incontinência urinária, retenção urinária, urgência miccional, hemorragia vaginal . 

Raros: aborto, anúria, endurecimento mamário, aumento das mamas, cristalúria por sais de cálcio, cervicite, lactação em mulheres , mama fibrocística , ginecomastia , hipomenorréia , cálculo renal, disfunção renal, dor nos rins, mastite , menopausa , cisto ovariano , ereção prolongada , oligúria , orquite , pielonefrite, salpingite , urolitíase, hemorragia uterina , espasmo uterino. 

Baseado no número de homens ou mulheres, quando apropriado. 

O tratamento com Venlafaxina foi associado a uma elevação da pressão arterial em alguns pacientes durante todos os estudos clínicos pré-comercialização. 

Foram observados em estudos précomercialização aumentos médios na pressão diastólica supina da ordem de 1 mmHg em pacientes tratados com Venlafaxina comparados com reduções de aproximadamente 1 mmHg em pacientes tratados com placebo. 

Entre os pacientes de todos os estudos pré-comercialização que receberam Venlafaxina, 1,8% foram considerados como tendo tido aumento clinicamente significante da pressão arterial, comparados com 0,3% dos pacientes tratados com placebo. 

Nos estudos com EFEXOR comprimidos, esses aumentos na pressão arterial estiveram relacionados com a dose. 

De um modo geral, pacientes tratados com doses menor ou igual a 200 mg/dia apresentaram elevações menos acentuadas, enquanto que em um estudo de curto prazo de variação de dose, a dose mais elevada (300 a 375 mg/dia) esteve associada a aumentos médios na pressão arterial diastólica supina da ordem de 4 mmHg em torno da 4ª semana de tratamento, e de 7 mmHg em torno da 6ª semana. 

A presença de hipertensão arterial ou pressão arterial elevada tratadas na avaliação basal não pareceu predispor estes pacientes a elevações adicionais durante o tratamento com Venlafaxina. 

Para pacientes tratados com doses maiores que 200 mg/dia é aconselhável monitorização rotineira da pressão arterial. 

EFEXOR XR (Venlafaxina) não tem sido avaliado ou usado em nenhuma extensão considerável em pacientes com história recente de infarto do miocárdio ou doença cardíaca instável. 

Pacientes com esses diagnósticos foram sistematicamente excluídos de qualquer estudo clínico durante os estudos do produto. 

Foram observadas mudanças clinicamente significantes no eletrocardiograma em 0,9% dos pacientes tratados com Venlafaxina em todos os ensaios de pré-comercialização em comparação com 0,3% dos pacientes tratados com placebo. 

Raramente foram observadas alterações clínicas significantes dos intervalos de PR, QRS ou QTc em pacientes tratados com Venlafaxina durante os ensaios de précomercialização. 

A média dos batimentos cardíacos aumentou em aproximadamente 4 batimentos/minuto durante o tratamento com Venlafaxina. 

Foram observadas perdas ou ganhos de peso clinicamente significantes em menos de 1% dos pacientes tratados com Venlafaxina durante todos os testes de pré-comercialização. 

Os sintomas de descontinuação foram avaliados tanto nos pacientes com depressão quanto naqueles com ansiedade. 

Descontinuação abrupta, redução da dose ou redução gradual de Venlafaxina nas várias doses, mostrou estar associada com o surgimento de sintomas novos, cujas freqüências aumentaram com a dose e duração do tratamento. 

Os sintomas relatados incluíram ansiedade, agitação, confusão, diarréia, tontura, boca seca, fatiga, dor de cabeça, hipomania, insônia, náusea, nervosismo, parestesia, distúrbios do sono, sudorese, vertigem e vômitos. 

Onde tais sintomas ocorreram, eles foram geralmente auto-limitantes mas em poucos pacientes persistiram por algumas semanas. 

A ocorrência de efeitos de descontinuação são bem conhecidos com antidepressivos e portanto recomenda-se que a dosagem de EFEXOR XR seja gradualmente reduzida e o paciente monitorizado. 

O período necessário para a redução gradual pode depender da dose, duração da terapia e de cada paciente.

Fonte : MedicinaNET

domingo, 8 de julho de 2012

O que é a depressão?

É impossível não ter uma vida feita de altos e baixos. Sentir-se infeliz ou triste perante o desapontamento, a perda, a frustração ou a doença é algo normal. Muitas pessoas utilizam a expressão “depressão” para explicar esse tipo de sentimentos, mas trata-se na realidade de depressão situacional, que não é mais do que uma reação normal perante os acontecimentos que nos rodeiam.
A depressão clínica, contudo, domina por completo a nossa vida e entranha-se no nosso dia-a-dia, interferindo na nossa capacidade de trabalhar, de estudar, de se alimentar, de dormir e de se divertir. É algo inexorável, com ou sem nenhum alívio.
Sinais Sintomas e Causas da Depressão
Sentir-se em baixo de tempos em tempos é algo normal que faz parte da vida. No entanto, quando a tristeza se apodera de nós e quando teima em não desaparecer, podemos então, estar com uma depressão.
Mais do que temporário, os momentos de depressão dificultam o desempenho de funções laborais, assim como o(a) impossibilitam de desfrutar a vida, como outrora o fizera.
Uma pessoa com uma depressão grave tem pouco interesse, ou até nenhum, no trabalho ou no lazer, e pode até apresentar dificuldades quanto ao levantar-se da cama.
Com um tratamento e apoio, poderá sentir-se_melhor. Aprender a compreender em que consiste a depressão   incluindo os sinais, os sintomas e as causas   é o primeiro passo para superar o problema, recorra à Hipnose Clínica - PNL - EMDR - PNL, considerados os mais eficazes, sem o recurso medicamentoso.
Quais os sinais e os  sintomas da depressão?
Existe uma grande diferença entre “sentir-se deprimido” e sofrer de depressão clínica.
O desânimo próprio da depressão clínica é implacável e esmagador. Algumas pessoas descrevem-no com “viver num buraco negro” ou como a sensação de uma desgraça iminente. Não podem escapar à sua infelicidade e ao desespero. No entanto, algumas pessoas que sofrem de depressão não se sentem minimamente tristes. Pelo contrário, sentem-se sem energia e vazias. Neste estado apático, são incapazes de sentirem prazer. Mesmo quando participam em atividades que habitualmente apreciavam, sentem-se afastados da realidade. Os sinais e os sintomas variam de pessoa para pessoa e podem aumentar e diminuir em termos de gravidade ao longo do tempo.
A depressão e os homens
A depressão é um termo tendencioso na nossa cultura. Muitos são os que o associam, porém erroneamente, a um sinal de fraqueza ou a um excesso emocional. Isso é especialmente verdade no que toca aos homens. Os homens deprimidos têm menos probabilidade, contrariamente às mulheres, de admitirem sentimentos de auto-repugnância e de desespero.
Como é a depressão expressa quando se trata de homens?
Frequentemente, é percecionada de maneira mais “socialmente aceitável”. Raiva, agressividade, comportamento irrefletido e violência, juntamente com o abuso de substâncias tóxicas, podem ser sinais de uma depressão subjacente.
Poderá ouvir queixas relativas a cansaço, irritabilidade, problemas em adormecer e desinteresse ou súbito interesse excessivo nas atividades profissionais e de lazeres. Apesar de as mulheres apresentarem taxas de depressão duas vezes mais elevadas do que as taxas apresentadas pelos homens, os homens apresentam um maior risco de suicídio, especialmente no que diz respeito aos homens mais velhos.
A depressão e o suicídio
A depressão é um risco importante no que diz respeito ao suicídio. O desespero profundo e a angústia que surgem associadas à depressão podem fazer com que o suicídio seja encarado como a única forma de pôr um ponto final na dor. Os indivíduos com tendências suicidas apresentam, frequentemente, indícios ou sinais das suas intenções.
A melhor maneira de prevenir o suicídio é saber quais os sinais de alarme e de ficar atento(a) a esses sinais e, por conseguinte, tomar uma atitude caso os reconheça. Se está convicto(a) de que um(a) amigo(a) ou um familiar apresenta tendências suicidas, pode desempenhar um papel na prevenção do suicídio mostrando-lhe o caminho rumo a alternativas, mostrando o quanto se preocupa e recorrendo à ajuda de um profissional.
As várias faces da Depressão
A depressão reveste várias formas e feitios. Para alguns, a depressão pode persistir, a um nível reduzido, durante meses e mesmo durante anos. Para outros, os sintomas são tão intensos que interferem gravemente com o quotidiano podendo levá-los ao suicídio.
A depressão pode ser desencadeada ou agravada por acontecimentos pessoais e interpessoais, por alterações hormonais (por exemplo, após o parto) e pode até ser provocada pela falta de luz solar.
Depressão Clínica
A depressão clínica caracteriza-se pela incapacidade de desfrutar da vida e de sentir prazer. A falta de interesse pelas atividades realizadas no exterior, os sentimentos fortes de demérito ou de culpa, os pensamentos segundo os quais a vida não vale a pena ser vivida, o aumento ou a perda de peso, os distúrbios do sono, tudo isto são sinais característicos da depressão clínica.
Normalmente, estes sentimentos devem persistir pelo menos durante duas semanas para que possamos considerar que se trata de um episódio de depressão clínica.
Os sintomas podem variar:
• De ligeiros, quando consegue realizar atividades quotidianas com algum esforço adicional;
• A graves, quando deixa de poder concluir actividades diárias.
A distimia (Depressão leve mas prolongada)
No caso de sofrer de distimia, sentir-se-á como se tivesse sempre estado deprimido(a). No âmbito da distimia, os sintomas depressivos não são tão intensos quanto os de um episódio de depressão clínica, no entanto, perduram durante um longo período de tempo, ou seja, durante pelo menos dois anos. Serão mais os dias em que se sentirá ligeiramente ou moderadamente deprimido(a), embora possa ter, temporariamente, uma melhor disposição. Estes sintomas crónicos podem fazer com que o desfrutar da vida seja algo difícil, assim como relembrar tempos melhores.
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A escolha do tratamento mais adequado será personalizada e feita depois de uma avaliação fisica e mental da(o) cliente. O tipo de tratamento é diversificado, sendo aplicado de acordo com a situação Clínica.
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quinta-feira, 1 de março de 2012

AS DEZ ESTRATEGIAS DA MANIPULAÇÃO

Noam Chomsky desenvolveu a lista das estratégias de manipulação dos princípios sociais e económicos de forma a atrair o apoio inconsciente dos meios de comunicação para a manipulação.
1. A estratégia da distração: O elemento primordial é a estratégia da distração do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e económicas... A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir ao público interessar -se pelos conhecimentos essenciais na área da ciência, da economia, da psicologia  da  neurobiologia e da cibernética.
"Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, atraída por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar" (do texto Armas silenciosas para guerras tranquilas").
2.Criar problemas e depois oferecer soluções: Este método é chamado: "problema – reação-solução".
Se cria um problema, uma "situação" prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o suplicante das medidas que se deseja fazer aceitar.,
Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o requerente de leis de segurança e políticas, em prejuízo da liberdade.
Ou também: Criar uma crise económica para que o povo aceite como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.
3. A estratégia da gradualidade: Para fazer que se aceite uma medida inadmissível, basta aplicá-la gradualmente, a conta gotas, num prazo imediato.
Dessa forma, as novas condições impostas, as mudanças radicais são aceites sem provocar revoltas.
4. A estratégia do adiar: Outra maneira de provocar aceitação de uma decisão impopular é a de apresentá-la como “dolorosa e necessária”, obtendo a aceitação pública, no momento , para uma aplicação futura.
É mais fácil aceitar um sacrifício futuro que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é imediato.
Segundo,  porque a massa, ingenuamente cê que “amanhã tudo  irá melhor” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado.
Isto dá mais tempo ao cidadão para se acostumar à ideia da mudança e  de aceitar com resignação quando chegar o momento.
5. Dirigir se ao público como criaturas de pouca idade:
A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discursos, argumentos, personagens e entonações particularmente infantis, muitas vezes próximos à (ou da ) debilidade…
Como se o espectador fosse uma criatura de pouca idade ou um deficiente mental.
Quanto mais se tenta procurar o enganar o espectador, mais se tenta a adoptar um  tom infantil.  Porquê??
“ Porque dirigir –se a uma pessoa como se tivesse 12 anos ou menos, tenderá, por sugestão, a adoptar respostas ou reacções mais infantis e desprovidas de sentido crítico”.
6. Utilizar o aspecto emocional muito mais que a reflexão: Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para curto – circuitar a análise racional e neutralizar o sentido crítico dos indivíduos.
Por outro lado, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou injectar ideias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir a determinados comportamentos.
7. Manter o povo na ignorância e na mediocridade:  Fazer com que o público seja Incapaz de compreender a tecnologia e métodos utilizados para seu controle e escravidão.
A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância entre estas e as classes altas permaneça…  Inalterada no tempo e seja impossível alcançar uma autêntica igualdade de oportunidades para todos.
8. Estimular o público a ser complacente com a mediocridade. Fazer crer ao povo que está na moda a vulgaridade, a Incultura, o ser mal falado ou admirar personagens sem talento ou mérito algum, o desprezo ao erudito ou intelectual….
O exagero do culto ao corpo e a desvalorização do espírito de sacrifício e do esforço pessoal.
9. Reforçar o Sentimento de Culpa pessoal: Fazer crer ao indivíduo que ele é o Único Culpado de sua própria desgraça, por insuficiência de inteligência de capacidade, de preparação ou de Esforço.
Assim, em lugar de rebelar-se contra o sistema económico e social, o indivíduo se desvaloriza, se culpa, gerando em si um estado depressivo, que inibe a sua capacidade de reagir. E sem Reação não haverá Revolução.
10. Conhecer os indivíduos melhor do que eles  mesmos se conhecem: No transcurso dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência gerou uma brecha crescente entre os conhecimentos do público e os possuídos e utlizados pelas elites dominantes Graças à Biologia, e à  Psicologia aplicada, o “sistema” tem disfrutado de um conhecimento, e de um grau avançado do ser humano, tanto no aspecto físico quanto no psicológico. O sistema conseguiu conhecer melhor 0 individuo comum do que ele a si mesmo. Isso significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um maior poder sobre os indivíduos, maior do que os indivíduos sobre si mesmo.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

O seu Personal Trainer. Para os adeptos do ginásio! o que é o METABOL ISMO BASAL?

Todos nós necessitamos de um nível mínimo de energia para desempenhar as funções vitais no estado acordado. O organismo gasta uma quantidade de calorias simplesmente para manter suas funções vitais quando  estamos em repouso, pondo em funcionamento o menor número possível de reações, como respiração e funcionamento cardiovascular, por exemplo, esse valor refere-se à taxa de metabólica basal (TMB). Este gasto expressa as mudanças metabólicas indispensáveis e, se determina em repouso absoluto e depois de 12 horas de uma refeição ligeira. Essa demanda de energia reflete a produção de calor pelo corpo.



Considera-se:
Cálculo para homens: MB = 1,3 x {66,4[(13,7 x peso(kg)) + ( 5 x altura(cm)) - (6,7x idade(anos))]}
Cálculo para mulheres: MB = 1,3 x {655 + [(9,5 x peso(kg)) + (1,8 + altura(cm)) - (4,6 x idade(anos))]}
Exemplo: uma mulher de 30 anos, pesando 60kg e com altura de 1,60cm terá um MB de: 1787,5 calorias/dia. Lembrete: caso pratique atividade física regular, substituir a multiplicação inicial de 1,3 por 1,5.



Nosso corpo é bem mais inteligente. Não adianta pular as refeições para perder peso. Depois de muito tempo sem comer, o organismo interpreta essa situação como jejum e o metabolismo passa, então, a funcionar mais lentamente. Na refeição seguinte, tenderá a acumular mais gordura. O ideal é não ficar sem comer por mais de 4  horas, distribuindo as refeições entre café, lanche, almoço, lanche e jantar



POR QUE SE GANHA PESO?
1º. Você está a ingerir energia a mais do que o seu corpo precisa para funcionar (= muita ingestão de alimentos).
2º. Você não deixa  gastar as calorias extras que o seu corpo armazena (= pouca atividade física).
 
GASTO DE ENERGIA:O movimento que o corpo faz para gastar energia (calorias). Dessa forma, quanto maior for a quantidade e a intensidade dos movimentos, maior será o gasto calórico.A prática da Atividade Física influencia directamente o Metabolismo Basal. Isto é, quanto mais movimento, mais rápido o seu coração e pulmões funcionam, aumentando a necessidade energética.



Factores que podem afectar o metabolismo
Cerca de 80% da taxa metabólica é determinada genéticamente, enquanto os outros 20% dependem de outros factores que vou listar a seguir. Você não pode mudar a genética, mas pode acelerar o seu metabolismo, observando esses fatores:
1º) Tecido muscular - Quanto mais músculos você tem, maior e mais veloz é o gasto calórico, independentemente do seu nível de actividade, da sua idade, etc. Os músculos são o tecido vivo e estão lá para trabalhar para você, queimando calorias 24hs por dia.
2º) Alimentação - O excesso de açúcar, especialmente após a refeição, deve ser completamente eliminado, uma vez que a digestão de proteínas e gorduras fica prejudicada. O açúcar é digerido mais rapidamente, retardando a digestão de outros alimentos e enganando o cérebro, que sinaliza haver mais fome em pouco tempo. Isso também vale para as farinhas de trigo brancas (refinadas) utilizadas no preparo de pães, bolos e massas (conselho meu: evite!). Os alimentos gordurosos também devem ser controlados, mas é importante não reduzi-los em demasia, uma vez que a deficiência desse nutriente diminui a produção de certos hormônios, levando à diminuição do metabolismo. Utilize nas suas refeições gorduras que fazem bem para a saúde provenientes de nozes, castanhas e azeite de oliva.
3º) Freqüência das refeições - O tempo entre uma refeição e a outra é muito importante. Quanto maior o tempo, mais lento é o seu metabolismo, pois ele diminui para poupar a energia. Quando pulamos refeições, ficando muito tempo sem comer, o corpo procura obter a energia que precisa consumindo o seu próprio tecido muscular (catabolismo).
4º) Actividade física - Praticar actividade física, combinando exercício aeróbico e ginástica localizada ou musculação para acelerar o metabolismo. Além disso, o exercício regular ajuda a transformar glicose e gordura em energia, sem a necessidade de produzir o hormônio insulina, que ajuda a engordar. É importante que a actividade física seja regular, para que haja uma acção metabólica contínua, e que a alimentação seja adequada ao gasto calórico.
5º) Água - A maioria das funções do corpo produzem se na presença de água. O líquido é fundamental para transportar hormônios, vitaminas e minerais, além de facilitar o trânsito intestinal e a eliminação de toxinas. A falta de água desacelera o metabolismo. Por isso, beba pelo menos 8-10 copos por dia.
6º) Sexo - O metabolismo masculino é mais acelerado do que o feminino, pois os homens apresentam proporção maior de massa muscular e menor de gordura do que as mulheres. Por isso é importante que as mulheres não deixem de praticar uma actividade física, que ajude no desenvolvimento de massa muscular.
7º) Idade - A partir dos 30 anos o metabolismo começa a ficar mais lento, contudo pesquisas indicam que isso ocorre pelo facto das pessoas tornarem-se mais sedentárias, o que acarreta uma perda gradual de massa muscular. Por isso, é importante que haja um controle alimentar e prática regular de atividade física.
8º) Temperatura ambiente - Em dias mais frios, o corpo consome mais energia para se manter aquecido.



Para acelerar o metabolismo é importante fraccionar as refeições 5-6 vezes ao dia (o organismo terá de trabalhar mais vezes para processar um maior número de refeições), comer devagar, mastigando bem os alimentos e reduzir o consumo de alimentos gordurosos e ricos em açúcar e farinhas refinadas. Alimentos ricos em fibras (grãos integrais, legumes, frutas e verduras) levam mais tempo para serem digeridos e por isso aceleram o metabolismo. A prática de exercícios físicos, principalmente os aeróbicos (caminhada, natação, ciclismo, esteira, bicicleta, ajuda muito. A taxa metabólica aumenta 25% durante 12 a 15 horas após os exercícios aeróbicos intensos. Não pular refeições e evitar dietas rígidas também ajuda a acelerar o metabolismo. Quando se faz uma dieta para emagrecer, o metabolismo basal fica com um gasto calórico menor como uma forma de defesa (reserva), e quanto menor fôr a ingestão calórica diária, menor será o metabolismo, pois o organismo vai interpretar essa situação como uma ameaça. A depressão do metabolismo basal com dietas sem orientação e/ou acompanhadas com inibidores de apetite leva o organismo a reagir com mecanismos de preservação de calorias e a conseqüência é a dificuldade de se perder gordura corporal, além do risco de desenvolvimento de cálculos na vesícula. Por isso, a dieta deve ser equilibrada do ponto de vista nutricional e as calorias oferecidas devem ser compatíveis com a necessidade individual de cada pessoa, caso contrário o programa de emagrecimento será um verdadeiro fracasso. O ideal é correr, andar, fazer a limpeza de casa, pular e tudo o que mexe, e enquanto isso cante por exemplo o mexe mexe e reduza a ingestão calórica, calculando uma perda de peso de até 500g por semana, que é muito bom e de forma segura e com bons e duradoiros resultados a longo prazo.